Startups se reinventam na pandemia

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Caracterizadas pela inovação, agilidade, criatividade, tecnologia, flexibilidade, e por adotarem um modelo de negócio escalável e repetível, as startups tiveram que utilizar essas qualidades mais do que nunca, para sobreviverem diante das mudanças de cenário global, impostas durante a pandemia do coronavírus.

Segundo o Gestor do Hubs Ibmec no Brasil, Felipe Almeida, em um primeiro momento a situação causou pânico, já que muitas startups tiveram suas negociações de novos investimentos esfriadas, e mesmo aquelas que tinham dinheiro em caixa, precisaram avaliar se iriam enxugar suas estruturas, para sobreviver as incertezas do mercado.

Após esse pânico inicial, foi preciso reavaliar as condutas, estruturas e regras de operação e promover de fato a famosa transformação digital, que começou pelo item mais complexo e desacreditado até então, que era o home-office. “Todas as regras de segurança da informação, compliance, proteção a dados foram revistas, tudo foi revisto. Você teve uma quebra de paradigma muito forte”, explica Almeida.

E complementa que houve um terceiro momento, o qual contemplou o embarque de tecnologia para resolver os problemas gerados pela pandemia, com o consequente isolamento social. “Isso é transformação: eu defino uma regra, baseado em uma inovação que eu quero fazer forçado ou não. Reavalio minha operação e meus processos, implemento tecnologia para resolver e começo a operar. E, entro em uma outra vertente, na qual é preciso ser mais rápido, mais leve, e as estruturas de gestão e controle precisam se adequar a esse novo modelo”, detalha.

De acordo com o Gestor do CEI e do Hubs do Ibmec SP, Edson Machado, as startups que não se readequaram rapidamente já não são mais players do mercado. “As startups se recolheram, mudaram de tamanho, de perfil, porque quatro meses, que é o tempo que já dura a pandemia no país, é muito tempo para uma startup”, acrescenta.

Esse novo contexto fez com que muitas empresas passassem a ter confiança de que o home-office não traria prejuízos para os fluxos de trabalho, muito pelo contrário. Tanto é que várias companhias já anunciaram que mesmo quando a situação se normalizar, continuarão a adotar o modelo, no mínimo, para parte de sua operação. “Empresas que tem o mote de ajudar a automação qualquer que seja ela, o uso de inteligência artificial para qualquer tipo de suporte nesse sentido, e empresas que tem a capacidade de consultoria, implementação e gestão dessas estruturas de home-office estão nadando de braçada”, pontua Almeida.

Outra área que explodiu durante o período foi a da telemedicina, que utiliza tecnologia de ponta para fornecer informações e dar atenção médica para pacientes e outros profissionais da saúde. “As health techs, startups que fornecem soluções para a área de saúde, as de inteligência artificial, de bots para informação, tem uma capacidade enorme de crescimento, e inclusive, tem crescido muito”, ressalta o Gestor do Hubs Ibmec no Brasil.

Com isso, a injeção de recursos nesse segmento não foi afetada. “A gente tem contato com outros hubs que trabalham com as health techs e não falta dinheiro para essa área hoje. Como acho que também não vai faltar para o pessoal de teleatendimento, de inteligência artificial com robô ajudando na tomada de decisão. Isso vai trazer um novo jeito de fazer as coisas porque a gente vai ficar sim mais em casa, vai interagir mais por meios digitais, então, segurança da informação, comunicação a distância, ensino a distância, também devem crescer”, reforça Edson Machado.

Mas, o Gestor do Hubs Ibmec no Brasil, Felipe Almeida, explica que essa realidade não atinge todos os segmentos, já que de uma maneira geral os investimentos em startups ficaram menores do que o esperado anteriormente, apesar de continuar acontecendo. “Os investimentos estão focados em projetos mais estáveis ou que já estavam sendo negociados pré-pandemia. Eu não vi nada negociado pós-pandemia”.

No cenário das startups geradas dentro do Ibmec, o Gestor do CEI e do Hubs do Ibmec SP, Edson Machado, acrescenta que mesmo com o semestre sendo prioritariamente digital, quatro startups estão sendo desenvolvidas, sendo que duas delas já estão no ar. “O que a gente vê é que os estudantes já entenderam a situação e estão seguindo em frente”, finaliza.

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