Um projeto de criatividade e empatia | 15 de dezembro: Dia do Arquiteto e Urbanista

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Tempo estimado de leitura: 4 minutos

No dia 15 de dezembro é comemorado o dia do Arquiteto e Urbanista. O Ibmec RJ oferece o curso desde agosto de 2017 e para celebrar a data conversamos com a coordenadora do curso, Ticianne Ribeiro de Souza, sobre a carreira. Para professora, para ter diferencial na profissão, o arquiteto deve sempre buscar ter empatia pelas necessidades do cliente, além de estar antenado as tendências e novidades em sua área. Confira a entrevista abaixo:

O que tem mudado na profissão?
Como vem acontecendo em diversas áreas, o trabalho em Arquitetura e Urbanismo é cada vez mais informatizado. Por muito tempo utilizávamos um único software de desenho. Hoje, no IBMEC o aluno aprende a trabalhar em pelo menos 5 softwares diferentes. Além disso, é crescente a velocidade com que novos produtos e materiais são lançados, sobretudo no que diz respeito à sustentabilidade e tecnologia. Para estar atualizado, o profissional tem que estar constantemente antenado buscando informações.

O que é preciso para se destacar na profissão?
É preciso gostar de desafios e ter adaptabilidade. Um projeto/obra nunca é igual ao outro. A cada novo trabalho o Arquiteto Urbanista se depara com uma situação diferente, um local com condições específicas e pessoas com necessidades distintas e gostos diversos. Por isso, também é preciso ter empatia e capacidade multifocal usando seu conhecimento teórico e técnico visando criar o melhor espaço possível para o outro e para a sociedade.

Quais os principais campos de atuação para um arquiteto e urbanista?
Geralmente as pessoas associam esse profissional às reformas residenciais e pequenas construções. Mas, o curso possibilita a atuação em diversas áreas, como: arquitetura promocional (stands de feiras, eventos esportivos e coorporativos), paisagismo, restauração e espaços urbanos (praças, ruas, condomínios, reestruturação de bairros), etc. As possibilidades de atuação nessas áreas ainda se dividem em campos como: elaboração de projeto, execução de obra, fiscalização e regulamentação. Contudo, cabe esclarecer que os grandes projetos não são feitos por um único profissional. Muitas vezes o arquiteto e urbanista trabalha e coordena uma equipe composta por engenheiros, técnicos, entre outros profissionais.

Com o que você mais se surpreende na carreira?
Quando a gente pensa em arquitetura e urbanismo é comum pensar em formas e cores. Mas, a nossa relação com o espaço no qual vivemos vai muito além da questão estética. Independente da escala de interferência (seja na criação de um cômodo ou  em uma intervenção urbana) nós, arquitetos e urbanistas, temos a possibilidade de impactar a vida de outras pessoas. Isso pode acontecer em um nível sutil e/ou transformador. Essa consciência ao mesmo tempo que me dá um senso de responsabilidade também gera uma admiração muito grande pela carreira.

Quais conselhos você dá para quem deseja ser arquiteto e urbanista?
Arquitetura e Urbanismo é, ao mesmo tempo, divertido e desgastante.  O exercício criativo nem sempre é fácil.  Fazer um projeto é algo lúdico e instigante, mas, também muito trabalhoso. Como professora, vejo que muitos alunos ingressam na graduação achando que estudarão só a parte de decoração e que será fácil de cursar as disciplinas. Contudo, por ser um curso que possibilita múltiplas áreas de atuação requer motivação e dedicação. Acho que o melhor conselho é manter-se entusiasmado, buscando sempre novas referências, vendo e vivendo novos espaços. O caminho profissional não é tão simples como as vezes parece, mas essa área é de fato muito apaixonante.

Confira a mensagem da Coordenadora Ticianne Ribeiro:

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