Professores e IA: desafios e oportunidades de uma nova era  

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Tempo estimado de leitura: 6 minutos

A relação professores e IA para a educação são, sem dúvida, umas das questões mais relevantes no cenário educacional. A rápida evolução da IA e sua crescente presença nas salas de aula têm instigado reflexões. Obviamente,  tem dividido opiniões sobre as expectativas entre educadores em todo o mundo. Há uma parte desses profissionais que questionam e são receosos com os desafios colocados à frente. No entanto, há também muitos deles que veem na IA uma ferramenta poderosa que promete revolucionar a forma como o ensino é ministrado e como os alunos aprendem. Entendemos a importância de abordar o tema sob diferentes aspectos para que possamos vislumbrar melhores direções. Portanto, vamos nos estender mais uma vez sobre o tema, acompanhe neste artigo algumas perspectivas.  

Uma realidade imposta  

Não há mais para onde caminhar quando o assunto é a Inteligência Artificial (IA). Ela já se tornou uma realidade palpável em todas as instâncias sociais, a educação é só mais uma delas. A capacidade da IA de personalizar a aprendizagem, automatizar tarefas, oferecer feedback imediato e identificar lacunas de conhecimento não é mais somente uma promessa. Hoje, ela é vista como uma oportunidade presente e única para melhorar a qualidade da educação. Bem como, também atender às necessidades individuais dos estudantes. 

No entanto, essas perspectivas também são acompanhadas por preocupações e desafios. Educadores estão atentos às questões éticas relacionadas à privacidade dos dados dos alunos, ao viés algorítmico e ao equilíbrio delicado entre a automação e a produção humana no processo educacional. Além disso, existe o receio de que a IA possa substituir completamente os professores. Essa, claramente, é uma visão que levanta posicionamentos essenciais sobre o papel  dos educadores na formação integral dos alunos. 

Neste contexto, as perspectivas dos profissionais da educação em relação à IA são multifacetadas, refletindo uma mistura de otimismo e cautela. O desafio está em encontrar maneiras de aproveitar ao máximo o potencial da IA na educação. Ao mesmo tempo em que se abordam os desafios éticos e valoriza o elemento humano no processo de aprendizado. Este equilíbrio delicado está no centro das discussões sobre o futuro da educação em um mundo. No entanto, já não se trata mais de uma probabilidade prática para um amanhã, mas o oposto, já aconteceu, acontece cotidianamente e é preciso encarar.  

Afinal, sobre qual tecnologia estamos falando?  

A compreensão da tecnologia, especialmente da IA, é fundamental para que os profissionais da educação aproveitem ao máximo o potencial delas em sala de aula. Isso não apenas melhora a eficácia do ensino, mas também ajuda a garantir que este processo seja feito de forma responsável. Abordando ética e alinhada com os objetivos educacionais.  

Já se sabe que a IA pode auxiliar em diversos processos, tais como organização material, produção de ensino personalizado, avaliação e acompanhamento. Ou seja, para o corpo docente, há uma expectativa de que a IA atue facilitando alguns dos processos mecânicos, e necessários, de metodologia e organização educacional. Uma forma de utilizá-la que iria desonerar o professor de tal maneira que seria possível o educador focar no mais elementar: a passagem de conhecimento.  

Entenda, a IA pode automatizar a avaliação de tarefas e testes. Isso economiza tempo para os professores e fornece feedback imediato aos alunos. Da mesma forma, a IA pode analisar grandes conjuntos de dados educacionais a partir desta mesmas correções, identificando tendências e padrões. Isso pode ajudar as escolas e os educadores a tomar decisões informadas sobre currículos, recursos e estratégias de ensino. E a cereja do bolo: o ensino personalizado.  

O ensino personalizado é uma das aplicações mais impactantes da IA na educação. Ele se baseia na ideia de adaptar o processo de ensino e aprendizado às necessidades individuais de cada aluno. Ela leva em consideração seus pontos fortes, fraquezas, interesses e ritmo de aprendizado. Alunos têm estilos de aprendizado diferentes. A IA pode oferecer recursos e abordagens de ensino que se adequam ao estilo de aprendizado de cada aluno, seja visual, auditivo, cinestésico, etc. Quando os alunos conseguem aprender no seu próprio ritmo e receber feedback imediato, eles têm maior probabilidade de reter o conhecimento. O que, consequentemente, reduz a evasão escolar. Ou seja, a longo prazo, as chances do aluno, de fato, ter um melhor rendimento durante o tempo dedicado ao estudo é exponencialmente maior. 

Portanto, profissionais da educação que entendem a IA estão mais bem preparados para tomar decisões no processo. Eles conseguem entender como integrá-la eficazmente na sala de aula. Isso envolve a capacidade de avaliar quais aplicações de IA são mais adequadas para as necessidades dos seus alunos e como elas podem ser alinhadas com os objetivos pedagógicos. 

Professores e IA: qual a dimensão desse desafio de incorporação e capacitação?  

A capacitação dos professores para lidar com a integração eficaz da tecnologia já vem sendo uma questão há algumas décadas. No momento em que a IA entra massificada no cotidiano, especialmente na sala de aula, é um desafio significativo e contínuo. Afinal, muitos professores não têm uma formação sólida em tecnologia ou inteligência artificial. Isso pode dificultar a compreensão de como essas ferramentas funcionam e como podem ser aplicadas no ensino. 

A resistência à mudança é comum em qualquer setor, e a educação não é exceção. Professores podem estar relutantes em adotar novas tecnologias. Isso acontece, especialmente, quando se sentem confortáveis com métodos de ensino tradicionais já incorporados. Vale lembrar que grande parte dos docentes atuantes se formaram em modelos baseados em uma didática clássica. Virar essa chave não é apenas uma questão de boa vontade e disposição. Professores muitas vezes enfrentam demandas pesadas em termos de carga de trabalho e tempo. Aprender a usar novas tecnologias pode parecer uma tarefa adicional que consome tempo. Segundo estudo feito na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), um a cada três professores da educação básica sofre da síndrome de burnout.  

Para superar esses desafios, é fundamental que as instituições educacionais, os governos e as organizações de desenvolvimento profissional invistam na capacitação dos professores. Estamos lidando com o início de um longo e amplo processo de mudanças entre professores e IA, entre toda a sociedade e a IA. O Ibmec optou por evoluir e acompanhar este processo, um traço de nossa essência institucional.  

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