Estadão: A importância do domínio emocional do líder com Cynara Bastos

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Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Muito se tem discutido sobre a importância do desenvolvimento da inteligência emocional, que abarca principalmente, a autoconsciência, a autogestão, a consciência social e a gestão dos relacionamentos. Competência fundamental para todos os profissionais, o domínio emocional torna-se obrigatório para os líderes.

A toxicidade nas relações, causada quase sempre por dificuldades relacionadas ao trato com o outro, pode ser um grande empecilho para a construção da confiança e a superação das adversidades pelas equipes. O líder que sabe compreender e gerenciar suas próprias emoções, além de agir como catalizador das emoções do grupo, permite a construção de um time coeso e engajado.

O relacionamento interpessoal, exige diversas habilidades como a famigerada empatia, saber perceber como o outro se sente, respeitar sua forma de ser, pensar e reagir às diversas situações. Se comunicar bem, na escrita, na fala e na escuta. Perceber como suas ações e reações impactam no ambiente e nos outros.

No que tange às competências relacionadas à consciência social e a gestão dos relacionamentos, a Comunicação Não Violenta (CNV) aplicada ao contexto organizacional, representa uma excelente alternativa desde a comunicação no dia a dia, ao fundamental feedback, promovendo avanços na confiança e no desempenho dos times.

Em artigo recente da Deloitte, “The heart of resiliente Leadership: Responding to COVID-19”, foi destacado a importância da resiliência do líder, que lhe permite expressar empatia e compaixão, em cenários desafiantes como o que vivemos neste ano, por exemplo. 

O líder que possui domínio emocional constrói equipes seguras que erram e aprendem juntas, numa atmosfera de confiança e apoio mútuos. A inteligência emocional do líder é fundamental para forjar times assertivos e fortes.

Outro aspecto bastante importante é a dimensão da gestão dos relacionamentos e da consciência social no contexto de mudanças frequentes. Um dos maiores problemas apontados nos processos de mudanças inexitosos está na dificuldade ou a falta de se reconhecer a dimensão humana da mudança.

De nada adianta um projeto muito bem elaborado se a mudança não for discutida em todos os níveis apontando as necessidades, os benefícios e os desafios. Aqui entra a capacidade do líder de gestão da mudança, de saber ouvir as pessoas, de entender como essa mudança se mostra para cada um, para assim, poder solucionar possíveis entraves para o êxito do projeto.

Como disse Michael Hammer: “a mudança radical na forma de execução do trabalho leva inevitavelmente à definição de novos trabalhos com novas exigências de habilidades, que por sua vez demandam novos tipos de pessoas.”

Mas se todas essas competências são tão importantes, por que será que os líderes em geral, ainda não estão comprometidos em desenvolver essas competências tão importantes? Na maioria das vezes, porque representam uma mudança de paradigma muito grande. Por quanto tempo defendeu-se características como sobriedade, distanciamento afetivo e foco exclusivo em resultados, como definidoras do êxito na gestão? Quantas organizações estão efetivamente dispostas a mudar esse mindset, a começar pela sua cultura organizacional? Há um grande trabalho a ser feito, que exige disposição e engajamento de todos!

*Cynara Bastos, supervisora de Carreiras do Ibmec. Psicóloga, especialista em gestão estratégica de pessoas, coach

Artigo publicado no Estadao.com.br: acesse aqui

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