A inteligência emocional e sua carreira

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Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Autora: Cynara Bastos, Supervisora de Carreiras do Ibmec SP.

A Inteligência emocional (IE) se mostra como um enorme diferencial nos nossos relacionamentos e não é diferente na carreira. Creio aliás, que já esteja muito claro para todos, que não existe essa distinção entre vida pessoal e vida profissional, uma vez que a pessoa que exerce todos os papeis é a mesma.

A única diferença no que diz respeito aos relacionamentos exclusivamente profissionais, é uma postura um pouco mais reservada e cuidadosa que adotamos nesse caso.

Esse texto visa tratar o tema da IE no âmbito do trabalho, mas pode e deve ser aplicado em todos os aspectos. Já que somos seres integrais e integrados a diversos contextos e demandas.

Para introduzir, trago o que Daniel Goleman, grande pesquisador sobre o tema de IE, nos apresenta. Para ele, todos os modelos de IE cabem dentro da seguinte estrutura:

Quem tem a Autoconsciência bem desenvolvida, reconhece e administra bem suas forças, pontos de melhoria, e suas emoções – Autogestão, que por sua vez, permite que tenhamos maior adaptabilidade e que sejamos mais inventivos.

Quem está consciente sobre suas emoções, também percebe como estas impactam em suas ações e como o ambiente circundante é impactado por essas mesmas atitudes.

No âmbito da Consciência social, o aspecto primordial é compreender as correntes políticas que regem determinados ambientes e se comportar da maneira esperada (adaptabilidade). Além disso, reconhecer e respeitar as diferentes perspectivas e agir de forma a considerar as necessidades e anseios dos outros (empatia).

Na Gestão dos relacionamentos, cuido para que o meu impacto no ambiente e nas pessoas, seja o mais positivo possível e estou aberta a feedbacks sobre como estou indo.

Ter inteligência emocional, significa essencialmente, reconhecer que as emoções existem. Que temos essa corrente de emoções que transita em cada um de nós, que elas podem causar impactos positivos ou negativos, dependendo do nosso grau de sintonia e capacidade de gerenciá-las.

Você provavelmente já leu algum artigo, sobre ou já ouviu falar do “Chefe tóxico”. Já está mais do que comprovado de que as emoções são contagiantes e isso não é só do chefe, pode ser um colega seu, que mantem um padrão negativo, que desconfia de tudo e de todos. Costumo dizer que esta é aquela pessoa que anda com uma nuvem preta na cabeça, no verdadeiro estilo Hardy de ser “ó vida, ó céus, ó azar”, ou ainda muito pior, pessoas que são agressivas e mal-educadas com as outras. 

Lembre-se sempre que inteligência emocional está associada a autoconfiança, empatia, resiliência, adaptabilidade, e outras tantas competências essenciais para alcançarmos êxitos nos nossos relacionamentos como um todo. As emoções são realmente contagiantes e espero que você se contagie e contagie outros pelas emoções positivas!

Quais são as principais características das pessoas que têm IE?

  • Aceitam críticas como impulsionadoras do seu desenvolvimento;
  • Têm autocontrole e sabem gerir as emoções aflitivas;
  • Possuem uma motivação intrínseca, impulsionada por seu otimismo, mesmo diante de um fracasso;
  • Se manifestam com firmeza, mesmo nos momentos em que o que têm a dizer não é do agrado da maioria; 
  • Respeitam a diversidade e sabem alavancá-la;
  • Percebem que as pessoas que têm competências e experiência diferentes das suas, são aliadas no que tange ao atingimento de metas e objetivos organizacionais.
  • Possuem habilidade de transitar em ambientes e cenários diversos, por perceberem as correntes políticas e adotarem posturas coerentes ao pleito.

Considere desenvolver sua IE! Sempre. É um exercício que deve ser diário, contínuo, que lhe levará a novos patamares de relacionamentos e consequentemente de resultados. Parece difícil começar? Tente essas dicas:

  • Mantenha um diário;
  • Registre todos os acontecimentos e emoções experimentadas;
  • Ao final do dia, exercite o diálogo interno: pergunte-se o que foi bom, o que não foi, qual a sua responsabilidade nisso? Como pode ser melhor amanhã?
  • Peça feedbacks sinceros e tenha maturidade para ouvi-los. Pegue o que lhe serve e faça bom uso!

Boa jornada!

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