Você sabia que aquelas pessoas que vendem refeições em casa, cortam o cabelo, fazem artesanato e diversas iniciativas para aumentar a renda, hoje em dia, já não são mais chamados de trabalhadores informais, mas sim, nano empreendedores? Esse termo é recente, começou a ser usado nos últimos dois anos, e com a onda de formalização dos pequenos negócios, o nano empreendedorismo ganhou força, e, com o cenário trazido pela pandemia foi ainda mais potencializado.
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No dia 25 de novembro, o Ibmec Brasília promoveu um debate sobre Nano Empreendedorismo e Finanças Pessoais para marcar a sua participação na semana ENEF – A Semana Nacional de Educação Financeira que é uma iniciativa do Fórum Brasileiro de Educação Financeira (FBEF) para promover ações de educação financeira no país. Rina Xavier Pereira, gerente do Ibmec Brasília, juntamente com os professores George Salles e Giácomo Diniz, provocaram algumas reflexões sobre o tema.
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Com mediação do professor de Finanças Giácomo Diniz, durante o debate foi questionado e explicado muito sobre 3 pontos principais: como é a relação do brasileiro com o dinheiro, quais as principais formas que eles desenvolvem para aumentar a renda necessária para dar um fôlego no orçamento doméstico e sobre a necessidade de fazer uma melhor alocação desse recurso obtido.
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Para o economista e professor de Finanças, George Salles, antes de falar sobre nano empreendedorismo, é importante desenvolver mais ainda a consciência sobre a educação financeira, isso porque, ela envolve muitos aspectos ligados ao comportamento humano, ou seja, “existem pessoas que se permitem ser levadas para o consumo, e gastam mais do que o necessário, sem respeitar a sua condição financeira”.
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O especialista também comentou sobre um problema muito comum dentro da família brasileira que é não comentar ou planejar o orçamento familiar com metas e objetivos, sonhos e possibilidades. Além de reforçar que não há a consciência sobre a necessidade de se investir corretamente ao longo da vida para aproveitar melhor o período de aposentadoria. “Eu tenho um pensamento sobre guardar dinheiro, que é a regra do 1/3, ou seja, eu preciso guardar 1/3, porque quando eu parar de trabalhar vou viver mais 1/3”, explicou.
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A gerente-geral do Ibmec Brasília, Rina Pereira, esclareceu que essa onda do nano empreendedorismo é uma crescente no Brasil, e essa força se deve a uma das características do país que é de empreender. Na crise da covid-19, houve um aumento expressivo em comparação a perda da renda que muitos tiveram em proporções de 25%, 50% ou 75%, e para equilibrar os gastos domésticos, reinventar foi a ordem. “Eu costumo dizer que no período que você não está bem, você chora ou você vende lenço. Eu faço parte do time, que vende lenço, e esse é o “x” da questão, pois o brasileiro tem o perfil que empreende e que busca muito, tanto que na crise, tivemos um comportamento surpreendente: mesmo com as lojas fechadas e redução de renda, houve uma aumento nas vendas”, explicou.
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